Mostra Competitiva de Filmes Etnográficos Jean Rouch

Filmes Selecionados

Longa Metragem

Favela é Moda

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração: 73′
Direção:
Emílio Domingos
Roteiro: Emilio Domingos e Simplicio Neto
Fotografia:
Leo Bittencourt
Montagem: Jordana Berg

“Favela É Moda” revela a força estética e política de jovens negros das periferias do Rio de Janeiro em busca de realização pessoal no mundo da moda. O documentário aborda a recente tendência do surgimento de agências de modelos nestas periferias e revela os dilemas, sonhos e desafios dos jovens em busca de visibilidade, distinção e ascensão social. Apresenta, ainda, uma geração que acredita na afirmação de identidades e sexualidades. O filme acompanha o desenvolvimento de modelos de uma agência que tenta reverter o cenário de sub-representação dos corpos negros e fora do padrão estabelecidos na moda.

Emílio Domingos

Emílio Domingos é cineasta, cientista social, pesquisador, roteirista e produtor. Atua principalmente na área de documentários. Graduou-se em Ciências Sociais pela UFRJ com ênfase em Antropologia Visual, Cultura Urbana e Juventude. Mestre pelo Programa de Pós Graduação em Cultura e Territorialidades da UFF . É curador e mediador do Documenta-se Cineclube. Também é curador da Mostra Internacional do Filme Etnográfico e do Festival Visões Periféricas. Diretor-geral da série documental O Enigma da Energia Escura (LabFantasma/GNT,2021) Filmografia: Favela é Moda (2019), vencedor do Melhor Longa-metragem Documentário de Voto Popular no Festival do Rio (2019); Menção Honrosa do Juri do Festival do Rio (2019); Melhor Filme no XIII Prêmio Pierre Verger (2020); Melhor Filme no Festival Guarnicê (2021)

La Montaña Enmascarada

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País: 
Espanha
Duração: 90′
Direção:
Domingo Moreno
Roteiro: Domingo Moreno, Luisa Latorre
Fotografia: Sebastián Vanneuville
Edição e design de som: Luisa Latorre
Som: Domingo Moreno, Sebastián Vanneuville
Narrador: Jesús Brotons
Estúdio de som: Estudios Roma
Projeto gráfico: Luisa Latorre
Diretor de Produção: Domingo Moreno

No inverno, as montanhas seguem o ritmo do carnaval. Esta temporada de desordem, de um “mundo de cabeça para baixo”, é um reflexo de nossas noções primitivas de celebração, ligados como estão ao pensamento simbólico e aos ritmos vitais da natureza.

Domingo Moreno

Roteirista, Diretor e Produtor. Moreno começou a fazer filmes na Universidade de Zaragoza. Possui diplomas de direção de cinema no Centro de Estudios Cinematográficos de Cataluña (CECC, Centro de Estudos de Cinema da Catalunha), e do Novo York Film Academy (NYFA). Moreno estudou Cinema na Universidade de Valladolid e concluiu um curso de pós-graduação em Roteiro na EICTV (San Antonio de los Baños, Cuba).
Seus recentes trabalhos premiados e amplamente reconhecidos incluem a série de sucesso Transhumant Tracks: Transhumance in Spain (co-produzido com TVE, 2009), Herders of the Mist (2013), The Devil’s Moves (2016), Dance of the Giants (2017), The Spirit of the Mojiganga (2018), Les Pyrénées Masquées (2020) e The Masquerade Mountains (2020).

Mestre Cupijó e Seu Ritmo

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração:
75′
Roteiro e Direção:
Jorane Castro
Produção: Cabocla Filmes
Montagem: Juliana Guanais
Fotografia: Emanoel Franklin e Neto Dias

Mestre Cupijó E Seu Ritmo nasce do desejo de apresentar um dos maiores mestres da música tradicional paraense: Joaquim Maria Dias de Castro, mais conhecido como Mestre Cupijó. Na região do Baixo-Tocantins, uma das mais ricas musicalmente da Amazônia, Mestre Cupijó, buscou inspiração em ritmos tradicionais para suas composições, como o Siriá, o Bangüê, ou ainda em outras referências, como o mambo. Ele é também considerado como um dos precursores da música instrumental dançante no Pará.

Jorane Castro

Jorane Castro, roteirista e diretora, nasceu em Belém (Brasil). Formou-se em Cinema pela Universidade de Paris 8 (França) e estudou Roteiro na EICTV (Cuba). Desde então, realiza seus filmes na Amazônia. Atua também como professora do Bacharelado de Cinema e Audiovisual, na Universidade Federal do Pará, desde 2009. Dirigiu mais de 20 filmes, entre documentários e ficções. Lançou seu primeiro longa-metragem de ficção PARA TER ONDE IR, foi lançado em 2018. Atualmente desenvolve o projeto “Terruá Pará”, documentário sobre música paraense, e prepara sua próxima ficção “A Herança”. Doutoranda em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra, Portugal.

Aikewara

Ficha Técnica:

Ano: 2018
País:
Brasil
Duração: 80′
Direção:
Luiz Arnaldo Campos e Célia Maracajá
Roteiro: Célia Maracajá e Luiz Arnaldo Campos
Fotografia:
Hélio Furtado
Montagem: Deco Barros

Num dia indefinido em 1972 helicópteros desceram na aldeia dos Aikewara – Suruí, no Sul do Pará, trazendo soldados que combatiam a Guerrilha do Araguaia. Com seu território ocupado militarmente começava o maior desafio vivido por um povo acostumado ao longo de sua história a enfrentar diversas ameaças de extinção. Um filme sobre o direito à existência e a resistência para fazer este direito existir. Aikewara, a ressurreição de um povo.

Luiz Arnaldo Campos

É formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense. Como documentarista realizou obras como o doctv A Descoberta da Amazônia pelos Turcos Encantados, a minissérie de 04 episódios Transamazônica-Utopias na Selva- , o longa-metragem Depois do Vendaval, codirigido por José Carlos Asbeg e Sérgio Péo, a minissérie de 05 episódios Palmares Coração Brasileiro Alma Africana e os curta-metragens Altino Pimenta, Haroldo Maranhão e Chama Verequete, prem0iados nos Festivais de Gramado – Melhor Música- Belém – Melhor Filme – Santa catarina- Melhor Fotografia e Vento das Palavras- Melhor Argumento e Melhor Filme pelo Júri Popular da Jornada Maranhense de Vídeo e Cinema

Célia Maracajá

Atriz e cineasta ,dirigiu a Oficina de Audiovisual Indígena da Fundação Curro Velho- Belém,, onde foram produzidos a série de documentários sobre as quatro Semanas dos Povos Indígenas e os documentários Arte de Voar, O Velho e o Novo, O Espírito das Ágnuas.sobre a vida e a luta dos povos indígenas.

O índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 71′
Direção:
Tiago Carvalho
Produção: Maria Flor Brazil
Montagem: Claudio Tammela
Mixagem e edição de som: Damião Lopes
Finalização de cor: Tomás Magariños

Entre as décadas de 40 e 70, o médico sanitarista Noel Nutels percorreu o Brasil tratando da saúde de indígenas, ribeirinhos e sertanejos e filmou muitas de suas expedições em filmes de 16mm. Em 1968 foi convidado a falar sobre a questão indígena à CPI do índio, dias antes do AI5. Imagens inéditas do seu acervo e o único registro de sua voz se unem em “O índio cor de rosa contra a fera invisível” para denunciar o que ele chamou de massacre histórico contra as populações indígenas.

Tiago Carvalho

Documentarista, roteirista e pesquisador, Tiago Carvalho dirigiu curtas metragens e séries documentais de televisão. “O índio cor de rosa” é seu primeiro longa-metragem.

Média Metragem

Nova Iorque, mais uma cidade

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração: xx’
Direção: André Lopes e Joana Brandão
Imagens e sons: André Lopes, Joana Brandão e Patrícia Ferreira
Edição / Montagem: André Lopes e Joana Brandão

Jovem liderança e realizadora audiovisual, Patrícia Ferreira vem sendo reconhecida pelos documentários que realiza com o seu povo, os Guarani Mbya. Ao ser chamada para debater seus trabalhos em um dos maiores festivais de cinema etnográficos do mundo, o Margaret Mead Film Festival, realizado no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, Patrícia se depara com uma série de exposições, debates e atitudes que a fazem refletir sobre o mundo dos “juruá”, contrastando-o com os modos de existência guarani.

André Lopes

É antropólogo e documentarista, doutorando em antropologia social pela Universidade de São Paulo com estágio de pesquisa na New York University. Membro fundador do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, povos com os quais trabalha desde 2008. Participou da formação de realizadores indígenas em seis povos diferentes no Brasil, com os quais dirigiu ou produziu documentários colaborativos.

Joana Brandão

É bacharel em Comunicação, mestre em Jornalismo e doutoranda em estudos de gênero e feminismo, com pesquisa sobre cinema de mulheres indígenas brasileiras. Atualmente é professora assistente no Instituto de Humanidades e Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (IHAC/UFSB). Além de produções telejornalísticas, produziu dois documentários curtas-metragens

Volta Grande

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração: 26′
Direção:
Fábio Nascimento
Fotografia: Fábio Nascimento
Montagem: Renato Gaiarsa

Famílias ribeirinhas lutam para retornar ao seu território nas margens do rio Xingu, de onde foram expulsas pela Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Em uma articulação inédita, criam o Conselho Ribeirinho, responsável por reconhecer as famílias tradicionais deslocadas e criar uma proposta de reparação que garanta seus direitos territoriais e a manutenção de seu modo de vida. Após anos de luta, os ribeirinhos finalmente retornam ao seu território.

Fábio Nascimento

É cineasta e fotógrafo documental que colabora com a National Geographic, Greenpeace, Médicos sem Fronteiras, The New York Times, e uma variedade de outros locais, produzindo histórias na intersecção entre pessoas, meio ambiente e ciência. Nascido do Brasil, onde estudou jornalismo na UFJF, e Cinema na Sorbonne Nouvelle, na França, e fez mestrado em Documentário na Paris VIII. Embora parte de seu trabalho seja em fotografia, ele também é diretor de cinema documentário, diretor de fotografia e editor. Tem formação em música e, como resultado, compõe as trilhas sonoras de muitos dos seus filmes. 

A Tradicional Família Brasileira Katu

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração: 25′
Direção:
Rodrigo Sena
Roteiro: Rodrigo Sena
Fotografia:
Júlio Castro 

Em 2007 é produzido um ensaio fotográfico em reconhecimento aos povos originários Potiguaras, retratando doze adolescentes pertencentes ao Eleutério do Katu, RN. Doze anos depois o fotógrafo volta ao Katu em busca desses protagonistas, hoje já adultos, para saber sobre suas trajetórias pessoais e suas visões de mundo

Rodrigo Sena

Rodrigo Sena e Fotógrafo e realizador audiovisual no fotojornalismo esteve durante 10 anos,participou de residência artística em Montevidéo (URUGUAI) Iberescena, Residência Artistica em Cochabamba (Bolivia), Realizou os premiados curtas O Menino do dente de Ouro 2015 , filme vencedor da Mostra de Gostoso RN ,Cuscuz Peitinho 2017 premiado no Festival de cinema de vitoria, A Tradicional Familia Brasileira katu filme premiado no festival de cinema de Brasilia hoje Rodrigo sena finaliza serie de tv Encantarias, e desenvolve o primeiro longa metragem, proprietário da produtora Ori Audiovisual.

Tempo da Flor

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 24′
Direção:
Tiago Carvalho
Roteiro: Paulo Castiglioni 
Fotografia:
Paulo Castiglioni 
Edição: Claudio Tammela 

No Quilombo da Mata dos Crioulos, no alto da Serra do Espinhaço, a família de Jandira vive os primeiros dias da estação de colheita das flores sempre-vivas

Tiago Carvalho

Documentarista, roteirista e pesquisador, Tiago Carvalho dirigiu curtas metragens, séries documentais de televisão e o longa “O índio cor de rosa contra a fera invisível – a peleja de Noel Nutels”. Tempo da Flor é seu curta metragem mais recente.

Casa de Palha

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 35′
Direção:
Oswaldo Giovannini Junior
Fotografia:
Oswaldo Giovannini Junior
Edição: Oswaldo Giovannini Junior

Casa de Palha é um filme que aborda as relações entre memória, técnicas de construção, religião e luta pelo território do povo indígena Truká. Um filme etnográfico que se vale de uma linguagem direta, participativa e colaborativa, valorizando a perspectiva de uma antropologia compartilhada, embora de produção autoral e individual. A narrativa gira em torna da construção de uma oca ritual para os trabalhos espirituais de Mesa e Toré. Acompanha o processo de construção coletiva e sociabilidade até a realização de um ritual de Jurema gravado pela primeira vez entre o povo. Destacam-se no filme a naturalidade do comportamento dos protagonistas, a permissão dos mesmos e dos Encantados para a gravação do ritual e a finalização colaborativa do roteiro, acompanhado de perto pelos oficiantes e com a presença dos seres espirituais. A pesquisa e a gravação feitas por uma só pessoa e de longa duração (entre 2013 e 2015, com retorno em 2019) com uma câmera pequena foi uma escolha técnica que facilitou o acesso a tais momentos.

Oswaldo Giovannini Junior

Antropólogo, professor da Universidade Federal da Paraíba, tem como área de atuação pesquisas sobre cultura popular, religião, festas e antropologia visual. Membro do grupo de pesquisas AVAEDOC e produtor da Mostra Arandu de Filmes Etnográficos. Vencedor do II Festival de Théo Brandão de Fotografia e Filmes Etnográficos com o filme Congado, tem na filmografia outros filmes etnográficos como Babau Quente da Gota Serena, exibido na I Mostra Arandu de Filmes Etnográficos, Tudo Vai Pela Lua, exibido no Festival de Filmes Etnográficos do Recife e Casa de Palha, exibido no Festival Pierre Verger. Atualmente em estágio pós-doutoral na UFRN.

Castanhal

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 25′
Direção:
Rodrigo Chagas e Marques Casara
Roteiro: Rodrigo Simões Chagas e Vitor Shimomura
Diretor de Fotografia: Vitor Shimomura
Montagem: Vitor Shimomurax

No sul do estado do Amazonas, a coleta dos frutos das castanheiras perdura por gerações de extrativistas. A riqueza da floresta é também o sustento das famílias que habitam as margens dos seus rios. Assim, enquanto o progresso do agronegócio insiste em derrubar e queimar, quem cuida das árvores centenárias teme pelo futuro da Amazônia brasileira – e da própria vida.

Rodrigo Chagas

É um jovem jornalista e documentarista que tem dedicado sua carreira a assuntos relacionados com os direitos humanos e trabalhistas, a preservação ambiental e a cobertura política. Estudioso do tema da América Latina, é autor do livro Colômbia: Movimentos pela paz (Insular, 2014). Chagas liderou iniciativas locais de jornalismo independente e hoje é editor de um veículo nacional. Castanhal é seu primeiro filme a competir em festivais.

Marques Casara

É o diretor executivo da Papel Social, organização especializada em investigar cadeias produtivas, com foco em direitos humanos e danos ambientais. Em sua carreira profissional, recebeu os principais prêmios do jornalismo brasileiro, dentre eles o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos e o Prêmio Esso de Jornalismo. Já dirigiu Vidas Tragadas (33′, 2019), Frutas Doces, Vidas Amargas (17′, 2019), Sertão Branco (17′, 2019), A Rota do Cacau (20′, 2018), Terminal 3 (24′, 2018), Entrelinhas (19′, 2018).

Tempo de Guavira

Ficha Técnica:

Ano: 2021
País:
Brasil
Duração: 47′
Direção, roteiro e montagem:
Pedro Biava
Imagens:
Arnulfo Morínigo, Carolina Fasolo, Eliel Benites, Isabel Harari, Lucas Landau, Pedro Biava, Rafael Nakamura, Tatiane Klein

Em dezembro de 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro, uma equipe de jornalistas, antropólogos e fotógrafos foi ao MS registrar a história das aldeias e terras indígenas tradicionais em disputa pelos Guarani na fronteira com o Paraguai. Esse filme-documento é o resultado de mais de 30 horas de gravações captadas na região, com mais de 100 indígenas entrevistados em 82 acampamentos visitados.

Pedro Biava

Pedro Biava é jornalista, mestre em História da Ciência pela PUC-SP. Desde 2006 trabalha com audiovisual, produzindo reportagens e documentários que tratam de temas relacionados aos direitos humanos e questões sociais. Trabalhou na TV Cultura (2010 a 2013), foi correspondente do canal de notícias latino-americano Telesur (2014 a 2017) e integra o coletivo independente Revira-Lata desde 2010. Filmografia Noel Rosa da Silva (2010), Luiz Poeta (2012), Eu Vi (2015), Tortura tem Cor (2016) e Hiatus (2020).

Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Brasil
Duração: 25′
Direção:
Fabiane Medina, Julia Zulian e Guilherme Sai
Roteiro: Julia Coimbra Martin e Fabiane Medina da Cruz
Fotografia:
Guilherme Augusto Gonçalves Sai
Edição: Guilherme Augusto Gonçalves Sai e Julia Coimbra Martin

Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política é uma abordagem poética da resiliência política das mulheres indígenas brasileiras. O curta-metragem documental é um registro da Grandre Assembléia de Mulheres Guarani Kaiowá, a Kuñangue Aty Guasu. Na convergência entre as impressões, sentimentos e explicações de uma mulher branca e de uma mulher originária acerca desse encontro é destacada a articulação e a luta das mulheres indígenas contra o patriarcado, o racismo e ascensão do capital transnacional que, por meio de transgênicos e poluição, põe em risco o futuro das comunidades indígenas.

Fabiane Medina

AVA-Guarani, cientista social (UFMS), Mestre em Sociologia (UFGD), Licenciada em Sociologia, Doutoranda em Ciência Política do IFCH Unicamp. Pesquisadora do Ciclo do Mate: Companhia Matte Laranjeira, Trabalhadores indígenas, Colonização Sul do Mato Grosso do Sul, História e Política do Povo Guarani; Pesquisadora das áreas de Políticas Públicas, Feminismo, Conferências da Mulher, Assembleias de Mulheres Indígenas, Feminismo Indígena; Produtora Cultural/Curadora da Exposição Memória Pública da Cia Matte Laranjeira, exposição multimídia lançada no Museu da Imagem e Som (MIS/MS) – 2011; Consultora técnica da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CEPPM/MS) ? 2011; Professora formadora da Temática Indígena na Escola/Rede Municipal de Campinas (2018); Articuladora do Encontro Estadual das Mulheres Indígenas no Estado de São Paulo; Colaboradora da equipe de Articulação da Assembleia Kunhangue Aty Guasu (2018); Membro fundadora do Coletivo Indígenas em Contexto Urbano NhandeCamp; Curadora da Exposição Coração na Aleia, Pés no Mundo (SescSP/2020); Atualmente é Professora da Faculdade Intercultural Indígena da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Coordenadora do Núcleo de Assuntos Indígenas NaIN-UFGD.

Julia Zulian

Graduada em Artes Visuais (CDS) e Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Especialista em Arte: Crítica e Curadoria pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sua linha de pesquisa transita entre arquitetura, sociologia, antropologia e imagética. Foi contemplada pela FUNARTE com a videoperformance Beauty Secrets, selecionada também para a Mostra Fresta, para o II Festival internacional de videoarte SPMAV e para a mostra Mostra Virtual Entre Lobo e Cão. Produziu a vídeo-performance Horta de Viviane Almeida, registrou a ação-objeto Mamilas de Cal Kielmanowicz e a obra Máscaras Impermanentes de Alessandro Celante. Produziu a segunda edição do projeto Por dentro do Ateliê e o mini doc Por trás das máscaras: costurando um futuro ambos para o SESC Jundiaí. Dirigiu o videoclipe Nenhuma a Menos da banda de punk rock feminista jundiaense Clandestinas. Trabalha como fotografa, diretora e cinegrafista em projetos de cinema, publicidade e videoarte e colaborou em projetos de audiovisual independentes que foram seleção oficial do Festival Cine Tamoio, Festival 2º Film GO, Rio 72 Horas, SALVE e premiados no Cinema Gran Prix Bali.

Guilherme Sai

Artista multimeios formado em produção musical pela Universidade Anhembi Morumbi e direção para cinema com distinção pelo instituto Stanislavski. Realiza produções autorais nos campos do cinema, fotografia e música. Com curta metragens conquistou dois prêmios internacionais, quatorze seleções oficiais. Com o documentário Yvoty Mbarete é selecionado para o 9º Doc Futura, do canal Futura, e também para a categoria Super Projeto do Rio Web Fest. Concomitante à produção desse documentário, produz uma série de fotos registro da Assembléia Indígena Kuñangue Aty Guasu, das quais uma é selecionada para compor a exposição Memorable Portraits, na Bienal de Veneza no Palazzo Ca’ Zanardi. Além do mini documentário Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política que aborda de forma poética a resiliência política das mulheres indígenas brasileiras, O mini documentário foi selecionado para festivais nacionais e internacionais. Também, é produtor, compositor e músico no projeto Violência Líquida, o primeiro álbum do grupo Black Eyes in the Sunshine produzido em colaboração com diversos artistas de realidades e estilos musicais diferentes. Realizado via PROAC LAB, o álbum é um manifesto musical tendo como tema central os diversos tipos de violência que inundam nossa sociedade.

Curta Metragem

Volto Antes da Maré Subir – Frágeis retratos resistentes ao tempo

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 4′
Direção:
Deni Amorim (amorinpublic)
Produção:
Deni Amorim e Dariely Belke
Roteiro:
Deni Amorim (amorinpublic)
Direção de Fotografia:
Dariely Belke
Montagem:
Deni Amorim (amorinpublic)

Um homem revive em sua memória fragmentos de um lugar atravessado por águas. Um recorte poético de histórias reais do Pará.

Deni Amorin

Deni Amorim que assina “amorinpublic” é diretor, roteirista, editor, artista visual e publicitário. Nasceu em Casa Nova-BA e foi criado nas periferias de Jundiaí, interior de São Paulo.Como diretor, roteirista e editor já produziu curta-metragens, videoclipes nacionais e internacionais, documentários e publicidades. Alguns de seus projetos foram selecionados ou venceram alguns festivais como Lift-Off Sessions, Zebra Poetry Film Festival Berlim (exposição permanente) e Best Of Latin America Short Film Festival. O clipe “Pablo” para o duo de Djs brasileiros Dubdogz onde atuou como roteirista e editor foi finalista na categoria “Melhor Coreografia” no MVF Awards Brasil 2020.

Princesa do meu lugar

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 15′
Imagens E Som: 
Pablo Monteiro 
Design Gráfico:
Raiama Portela
Finalização De Som:
Carlos Silva (Cahhi)
Assistência De Pesquisa:
Nayra Melo (Nizinga)

O cruzamento da água doce com a água salgada atualiza antigos movimentos de migração e ocupação do norte do pais. Esse trânsito reafirma costumes e saberes que acompanham o migrante e se ampliam através de trocas no local de chegada. A festa grande para Caboclo Cearense e Divino Espírito Santo em Mosqueiro (PA) é obrigação feita por Maria de Lourdes (Codó/MA), onde caixas, tambores, matracas e maracás se reúnem na matança do Bumba Boi de seu encantado. Este é o espaço de festejo de Ana Guedes e a turma do Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu (MA), moradores dos bairros Terra Firme e Guamá, na capital paraense. “Princesa do meu lugar” oportuniza a potência do encontro de brincadeiras que navegam nas duas águas e desembocam em solo paraense.

Pablo Monteiro

Formado em História pela UEMA, Pablo Monteiro pesquisa e desenvolve trabalhos documentais a partir do uso da imagem e do som, dando ênfase para o registro de práticas ligadas ao universo afro-maranhense com destaque para a religião. Em seus trabalhos individuais, propõe o uso de dispositivos móveis na construção de narrativas fílmicas. Atua coletivamente como mediador na produtora BICHO D’ÁGUA , realizando e intermediando conteúdos em audiovisual a partir de abordagens periféricas, priorizando a inserção de vozes e imagens dissidentes no documentário. Realizador de filmes exibidos e premiados em festivais nacionais :  “Quem passou primeiro foi São Benedito” (2017) e “Princesa do meu lugar” (2020).

Hant Quij Cöipaxi Hac

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País: 
México-U.S.A-Colombia
Duração: 10′
Direção e Produção:
Antonio Coello
Fotografia: Nuria Menchaca e Antonio Coello
Roteiro: María Luisa Astorga, Aurora Astorga, Ángelita Torres, Marbella Hoeffer, Kevin Estrella, Dulce Hoeffer, Carla Hoeffer, Daniela Molina, Dana Morales, Grecia Torres, Ángela Comitto, Kenia Estrella, José Torres, Antonio Coello, Bernardo Silveira
Animação Stop-motion: Marbella Hoeffer, Kevin Estrella, Dulce Hoeffer, Carla Hoeffer, Daniela Molina, Dana Morales, Grecia Torres, Nuria Menchaca, Iván Álvarez, Kenia Estrella
Música Original: Ernesto Romero
Edição: Carlos Isaac, Antonio Coello
Animação Digital, Composição e Correção de Cor: Carlos isaac, Antonio Coello
Som direto: Ernesto Romero, Joel Rodriguez, Cecilia Araujo, Antonio Coello

Mulheres e meninas idosas da Seri ingressaram em um Laboratório de Animação que as levou a estude pinturas rupestres, canções antigas e histórias da tradição oral. UMA a revolta da série contemporânea começou com a adaptação para o cinema história coletiva da criação.

Antonio Coello

Antonio Coello (Cidade do México 1977) estudou roteiro de cinema no Centro de Formação Cinematográfica (CCC), realização cinematográfica e cinematografia na Escola Superior de Cinema i Audiovisuals de Catalunya (ESCAC) e direção de atores na Escola Cinema e Televisão Internacional (EICTV). Seu trabalho como roteirista e diretor vale a pena de pesquisa, observação participante e senso de humor para abordar os ambientes diversos conflitos culturais e sociais latentes.

Liturgias

Ficha Técnica:

Ano: 2018
País:
Brasil
Duração: 5′
Direção:
Andreev Veiga
Roteiro: Andreev Veiga
Fotografia:
Andreev Veiga
Edição: Andreev Veiga

Duas realidades. Dois mundos, cada um dentro de seu cotidiano. Um, marcado pela esquizofrenia; o outro, dentro de um shopping Center, segue a dinâmica do consumo. Mas o que temos são duas esquizofrenias que seguem suas liturgias.
Tal qual uma religião, seguem certas da ordem e do movimento de seu mundo. Qual loucura é mais insana ou sã? Pois seguem envoltos em suas realidades, certas como uma religião qualquer.

Andreev Veiga

Andreev Veiga é poeta. Autor de três livros, dois como autor e um como organizador. Como autor: diálogonuvem (FCP, 2016) e O mergulho do afogado (Kotter Editorial, 2019). Como organizador: O vento continua, todavia – dez vozes da poesia contemporânea em Belém (Kotter Editorial, 2020). Realizou as videoartes A espera, selecionada na II Mostra Curta Pará de Cinema (2015), Antes que chegue, selecionada na III Mostra Fotoativa de Cinema, 2016 e Um legado que não verás nunca mais, selecionada na 12º Edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, 2020.

Filha do Fogo e do Vento

Ficha Técnica:

Ano: 2021
País:
Brasil
Duração: 10′
Direção:
Marcos Corrêa
Roteiro: Marcos Corrêa e Priscila Duque
Fotografia: Hugo Chaves
Edição: Marcos Corrêa

Filha do fogo e do vento é uma obra audiovisual que mistura as linguagens oral, escrita e musical. O vídeo reúne os poemas “Filha do Fogo e do Vento”, “Na poesia do pó ao céu”, de Priscila Duque, e a música “Flor de Mururé”. A Música foi inspirada em doutrina de pajelança sobre a origem cosmológica do Mururé, encantaria transmitida pela oralidade das ancestrais de Naraguassu Pureza da Costa. Composição feita em 2013 pelo Coletivo Vacas Profanas, com participação de Luana Peixe, Lana Beatriz Lima, Luah Sampaio Nogueira, Erika Mayane Bonifácio Ramos, Dandara Nobre de Oliveira Nascimento, Eduarda Gama Canto.

O carimbó foi a linguagem empregada para ilustrar o processo de amadurecimento musical de Priscila – Mulher negra e periférica, liderança do grupo Carimbó Cobra Venenosa. Cantora, compositora, produtora e assessora do grupo nascido no Distrito de Icoaraci, Belém do Pará. A linguagem musical aparece como em construção, assim como a vida da artista e sua trajetória.

O filme foi selecionado no Prêmio Rede Virtual de Arte e Cultura da Fundação Cultural do Pará 2020.

Marcos Corrêa

É natural de Belém do Pará e tem 15 anos de experiência como produtor audiovisual. Em 2020, Marcos produziu, roteirizou, filmou e dirigiu seu primeiro curta-metragem: “2020 a espera”, estimulado pelo Festival Filma em Casa. Ainda em 2020, Marcos dirigiu e produziu o curta-metragem “Carimbó: Raiz da Vida” e foi vencedor do Prêmio Rede Virtual de Arte e Cultura, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Pará, com a direção do curta-metragem “Filha do Fogo e do Vento”. Marcos é também co-diretor, roteirista e produtor executivo do Curta-metragem “Flor de Mururé”, exibido em mais de 15 festivais e mostras nacionais e internacionais.

Minka de la Memoria

Ficha Técnica:

Ano: 2019
País:
Peru-Espanha
Duração: 4′
Roteiro, direção e edição:
Luis Cintora
Canção de depoimento:
Rosa Llamocca
Música:
Evan Jones / TryTachyon
Tradução do quíchua:
María Elena Tarqui

ANFASEP (Associação de Parentes de Raptados, Detidos e Desaparecidos de Peru) organiza uma minka na terra de La Hoyada de Ayacucho, onde centenas de civis foram extrajudicialmente executados e enterrados em sepulturas clandestinas ou cremados por membros do Exército Peruano na década de 1980.

Luis Cintora

Na última década, ele esteve envolvido no realizando documentários e em projetos de defesa dos direitos humanos nos países como Peru, Chile, Mongólia, Argélia ou Somália. Ele fez uma série sobre memória e violência do conflito armado interno no Peru composta por mais de 10 documentários, entre os quais se destacam “Los Cabitos Saludan Te Saludan”, “Totos, memória de uma cidade esquecida” e “Minka de la memoria”, que foram divulgadas e premiadas em vários festivais cinema internacional. Trabalhou no departamento de memória da Equipe Peruana de Antropologia Forense (EPAF), no departamento de audiovisual do Museu da Memória Santiago do Chile e colaborou com outras organizações de direitos humanos, associações de familiares e vítimas e comunidades afetadas pela violência no Peru. Atualmente, ele continua sua atividade documental sobre questões de direitos humanos e memória e está trabalhando em dois novos longas-metragens documentais: “Un Viaje para nós “e” Este foi o nosso castigo “, o último trabalho de sua série de documentários sobre memória da violência na região de Ayacucho, Peru.

Pode ficar à vontade

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração:
20′
Direção, Roteiro, Produção e Montagem:
Bernardo Silvino
Direção de Fotografia: Breno Santos
Trilha Sonora Original: Eduardo Ladeira
Projeto Gráfico: Bernardo Silveira

Sob o mesmo teto centenário repousam e dividem espaço o caos e a mais absoluta serenidade. A mercearia do Zé do “Arvino” no distrito de Gaspar Lopes em Alfenas, Minas Gerais exala mineiridade, hospitalidade e muitas histórias.

Bernardo Silvino

É diretor, roteirista e montador com residência em Belo Horizonte. Produziu oito curtas e mais de quarenta filmes de um minuto. Tanto nas obras de ficção quanto nos documentários aborda questões existencialistas, de memória e afetivas em suas obras.

Seremos Ouvidas

Ficha Técnica:

Ano: 2020
País:
Brasil
Duração: 13′
Roteiro e Direção:
Larissa Nepomuceno
Direção de Fotografia:
Lucía Alonso, Eduardo Sanches, Rodrigo Franco
Direção de Arte:
Lucas Veiga
Montagem:
Larissa Nepomuceno, Lucas Teixeira, Fábio S. Thibes

Como existir em uma estrutura sexista e ouvinte? Gabriela, Celma e Klicia, três mulheres surdas com realidade diferentes, compartilham suas lutas e trajetórias no movimento feminista surdo.

Larissa Nepomuceno

É pesquisadora, documentarista, e mestre em Educação. Em seus filmes discute direitos humanos, pautas identitárias e o lugar da mulher na sociedade. Seus documentários, produzidos durante o curso de cinema, fizeram grande carreira em festivais. O primeiro, Megg – A Margem que Migra para o Centro (2018), recebeu 8 prêmios e 3 menções honrosas em 78 festivais de cinema; e Seremos Ouvidas (2020) recebeu 6 prêmios e 6 menções honrosas em 82 festivais de cinema até então. Atualmente desenvolve uma série documental sobre feminismo surdo e é responsável pela disciplina de Documentário do Centro Europeu.

Somos Hombres Cascabel

Ficha Técnica:

Ano: 2018
País:
Colombia
Duração: 19′
Câmera, edição, direção:
J.M. Suarez
Segunda câmara:
Ruvén Suárez
Transporte e tradução:
Orangel González
Foto fixa:
Jairo Alexander e Alberto Lemus

“Somos homens cascavel”, vídeo experimental do diretor Jorge Mario Suárez do Barranquilla
Este trabalho, que foi vencedor em 2018 como melhor videoarte no III Salão Distrital de Arte da Prefeitura do Distrito de Barranquilla e em 2021 como o melhor trabalho na categoria “Novas línguas” no FICWALLMAPU (Festival Internacional de Cinema Indígena do Chile) tem percorrido espaços importantes como o WAFF (Festival de Cinema Aborígene de Winnipeg), o V Festival de Cinema Etnográfico do Equador, a mostra INTERMEDIACIONES de videoarte e cinema experimental, El Cinetoro (festival de cinema experimental de Toro), o 9º MUCIWA (Mostra de Cinema Wayuu) e Mostra de Cinema Indígena da Colômbia DAUPARÁ 2019. Recentemente, foi responsável pela representação do povo Wayuu na Mostra Audiovisual Convite, mostra de 10 obras sobre a temática e criação indígena organizada pela ONIC, Organização Nacional Indígena da Colômbia e no INDIFEST, Festival Internacional de Cinema Indígena de Barcelona, ​​Espanha.
“Somos homens cascavel” é descrito por seu autor como um retrato experimental onde através de dispositivos de gravação e manipulação audiovisual, e sonhos poéticos são emulados onde ele se reconhece como um Wayuu indígena, mesmo apesar de sua criação no mundo. Arijuna (a cidade) .

Jorge Mario Suárez

Pertencente ao Caribe colombiano, é um comunicador social com experiência nas disciplinas de direção, roteiros, câmera, edição, edição e música original. Da mesma forma, é mestre em Teatro e Artes Vivas com experiência em processos de formação e criação artística. No desenvolvimento de sua carreira teve uma grande jornada na concepção de metodologias de formação audiovisual em comunidades vulneráveis. É o fundador da Murillo Filmes, onde atua como Diretor de Criação, além de Diretor do Laboratório BAQLAB de desenvolvimento de projetos cinematográficos e do PARTEOJO, Festival de Videoarte. Como roteirista e diretor de “A Morte veio procurar por mim” e “Gonawindúa” recebeu diversos incentivos e prêmios nacionais e internacionais. Atualmente, movimenta o documentário “O canto do movimento” em festivais, a videoarte: “Somos Hombres Cascabel”, “Internet Blues” e o projeto ampliado de documentário “Alas Plaplaima”, do qual foi convidado no dia 21 MIDBO e no 16º Salão Regional de Arte do Caribe.

Descompostura

Ficha Técnica:

Ano: 2021
País:
Brasil
Duração: 7′
Direção:
 Alline Torres, Anaduda Coutinho, Marcio Plastina e Víctor Alvino
Fotografia: Alline Torres, Anaduda Coutinho, Marcio Plastina e Víctor Alvino
Som: Alline Torres, Anaduda Coutinho, Marcio Plastina e Víctor Alvino
Montagem: Alline Torres, Anaduda Coutinho, Marcio Plastina e Víctor Alvino

Descompostura é um filme experimental com imagens em movimento de mulheres e jovens negras registradas, enquanto trabalhavam, sob uma estética da fratura. Seus corpos foram posicionados pelos olhos dos homens brancos das classes médias como se fossem partes que serviam de escora, suporte e de espectadoras das vidas que dependiam delas. O filme desarranja esta estética visual. Faz ver que, entre quem registrava e entrava, marginalmente, em foco, havia o olhar feminino negro. Que encarava, numa afronta, a câmera, demonstrando afirmação, contestação e constrangimento.

Aline Torres

Doutora em Antropologia (MN/UFRJ) e escritora, “Descompostura” é seu curta-metragem de estreia. O argumento nasce de pesquisas e artigos sobre subúrbios do Rio Janeiro e mulheres negras no pós-abolição. 

Anaduda Coutinho

Estuda na Unirio e integra projeto de extensão na área de Arquivologia e Cinema. Especialista em Gestão Cultural, trabalhou 20 anos em programas de patrocínios culturais.

Marcio Plastina

Mestre em Educação e graduado em História pela UFF. Professor na Educação Básica há 31 anos.

Victor Alvino

Filmmaker e editor. Bacharel em Relações Internacionais (UFRRJ). Colaborou em 12 curtas-metragens, como assistente de direção e produção, e uma peça de teatro, como produtor.

III FFEP